Médium que não desenvolve a mediunidade: Quais as consequências?

Muitos médiuns iniciantes são orientados a desenvolver e trabalhar sua mediunidade, ficando confusos sobre a razão deles precisarem desse desenvolvimento. Assim, muitas dúvidas surgem em sua mente. Será uma missão? Quais serão as consequências que um médium que não desenvolve sua mediunidade poderá enfrentar? Quer descobrir a resposta? Então continue lendo esse artigo!

Praticamente todos os médiuns iniciantes já ouviram a velha frase: “Você precisa trabalhar sua mediunidade” ou “você precisa estudar e desenvolver sua mediunidade”. Essas frases geralmente são ditas à eles quando procuram informações sobre suas faculdades mediúnicas em algum contexto religioso.

Geralmente as justificativas vem acompanhadas de alegações de que a mediunidade é uma missão, que é algo cármico e que o médium precisa desenvolver e trabalhar sua mediunidade.

Assim, diante de dessas afirmações, muitos podem temer as consequências de não desenvolver ou trabalhar sua mediunidade, decidindo frequentar algum centro religioso que promova esse trabalho.

Essa é uma das melhores decisões que o médium iniciante pode tomar, pois nestes locais ele contará com um ambiente propício e com pessoas experientes para auxiliá-lo. Mas existe outra opção, que é o desenvolvimento mediúnico realizado por conta própria.

Independentemente do método escolhido, o que importa é que o desenvolvimento seja realizado, pois um médium que não desenvolve sua mediunidade pode sofrer consequências bastante complicadas e prejudiciais. Falaremos sobre essas consequências ao longo deste artigo.

O que é mediunidade?

Segundo Allan Kardec, o codificador da doutrina espírita, a mediunidade é a faculdade que nos capacita sentir em maior ou menor grau a influência dos espíritos.

“Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium.” (Allan Kardec, O Livro dos Médiuns, capítulo XIV).

Ou seja, a mediunidade é a capacidade de sentir em maior ou menor grau a influência dos espíritos. Assim sendo, se uma pessoa experiencia com seus sentidos físicos ou metafísicos a realidade espiritual, esta pessoa é um médium.

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Ainda seguindo no mesmo capítulo do livro dos médiuns, Kardec complementa:

“Essa faculdade é inerente ao homem. Por isso mesmo não constitui privilégio e são raras as pessoas que não a possuem pelo menos em estado rudimentar. Pode-se dizer, pois, que todos são mais ou menos médiuns. “

Assim, podemos concluir que todos os seres humanos são médiuns e a única coisa que varia neste ponto é o grau de mediunidade ou sensibilidade de cada pessoa para com a realidade espiritual, além das formas como a mediunidade se manifesta.

Mas então, se todos são médiuns, todos precisam desenvolver e trabalhar sua mediunidade? A resposta para essa pergunta pode variar, pois apesar da mediunidade ser uma faculdade extremamente benéfica, muitas pessoas tem uma mediunidade pouco perceptível e também não desejam desenvolvê-la.

Assim, para essas pessoas pode não ser interessante desenvolver a mediunidade, já que não se interessam pelo assunto e não sofrem com os sintomas da mediunidade aflorada ou reprimida. Obviamente, se desejassem, elas poderiam desenvolver sua capacidade mediúnica satisfatoriamente.

Porém, tem pessoas que não tem muita escolha nesse sentido. Pois são portadores de um grau de sensibilidade espiritual muito elevado, exigindo que o médium procure desenvolver suas capacidades se não quiser sofrer com as terríveis consequências da mediunidade desequilibrada.

Quais os benefícios de desenvolver a mediunidade?

Desenvolver a mediunidade é um ato que pode trazer muitos benefícios para a humanidade, pois a mediunidade permite que as pessoas abram os olhos para a realidade espiritual que as cerca, motivando uma saída do ceticismo e instigando uma melhora em sua sintonia espiritual.

Porém, o maior benefício do desenvolvimento mediúnico é para o próprio médium, que passa a ter em mãos uma ferramenta equilibrada, potente e eficaz para alavancar sua evolução espiritual na atual encarnação. Então, se por um lado o ato de trabalhar a mediunidade tem um impacto positivo no mundo, ele tem um impacto ainda maior para o médium.

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Além disso, quando o médium desenvolve sua mediunidade, ele para de sofrer por causa da ignorância que possui com relação a si mesmo e ao mundo espiritual que o cerca. Dessa forma, o médium deixa de sofrer com as terríveis consequências que aguarda o médium que não desenvolve suas capacidades mediúnicas.

Afinal, quais as consequências para o médium que não desenvolve sua faculdade mediúnica?

As consequências que aguardam o médium que não desenvolve sua mediunidade estão intimamente relacionadas com o sofrimento proporcionado pela ignorância da pessoa para com o plano espiritual.

Um médium que não se desenvolve espiritualmente sofre com sua própria capacidade mediúnica, sendo presa fácil nas mãos de espíritos obsessores e demais criaturas densas do baixo astral que o utilizam como portal espiritual para manifestar suas vicissitudes.

Além disso, se o médium é de incorporação, por exemplo, pode sofrer com incorporações de entidades densas em momentos de grande inconveniência, não sabendo como controlar nem refrear sua incorporação.

Por outro lado, se é um médium vidente, pode sofrer com visões terríveis a todo o momento. Se é clariaudiente, sofre com vozes que o atormentam o tempo todo. Se é sensitivo, pode sofrer com dores, mudanças de humor e uma grande infinidade de sensações complexas.

Além disso, ainda existe o risco da mediunidade reprimida se tornar o estopim para algumas doenças como depressão, ansiedade e muito mais. Ainda, casos de obsessão e fascinação são muito comuns em médiuns que não desenvolvem sua mediunidade e que não trabalham em seu fortalecimento espiritual.

Médium que não desenvolve a mediunidade prejudica a si próprio

Por isso, podemos ver que a necessidade do médium desenvolver a mediunidade não está necessariamente ligada à missão e nem mesmo com o serviço para a humanidade, mas antes de tudo, está ligada ao próprio bem-estar do médium.

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Pois o médium que não desenvolve sua mediunidade jamais saberá dominar essa faculdade. E quando o médium não domina sua mediunidade, a mediunidade e os espíritos densos é que acabam dominando o médium, causando uma grande quantidade de sofrimento.

Por isso, se você é médium e não quer ser vítima da própria ignorância para consigo mesmo e nem quer sofrer com a ação dos espíritos obsessores, desenvolva sua mediunidade como um ato de amor a si próprio e à humanidade.

O correto desenvolvimento mediúnico pode reduzir seu sofrimento com os sintomas da mediunidade desequilibrada, além de permitir que você domine uma capacidade que pode ser muito útil para seu crescimento pessoal e para a humanidade como um todo.

Dessa forma, você terá muito mais liberdade espiritual e poderá cumprir sua jornada de evolução com grande harmonia. Assim, você deixará de ser vítima da ignorância, se tornará mais espiritualizada e terá muito mais serenidade interior nos momentos difíceis.


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